Se as pessoas pensassem duas vezes antes de ter filhos, o mundo seria melhor.
Eu explico.
Não é que não goste de crianças, eu gosto das crianças legais, amo os filhos dos meus amigos (viu, Katie, viu Kaka?!)... mas falo isso pelas pessoas que acham que "deus ajuda" ou que ter condições financeiras é tudo.
Vamos à primeira leva: os que acreditam que se "dá um jeito", ou "deus ajuda". No Brasil, eu acho que não dá pra pensar assim. Infelizmente deus não paga conta de hospital, nem de farmácia, nem do supermercado. Muito menos colégio particular. E, sem uma estrutura razoável, não se cria filhos. No Sul a gente tem verão quentíssimo, inverno geladíssimo... é roupa de enfrentar a neve e aquecedor no inverno, ar condicionado e muito picolé no verão. Deus paga?!
À segunda leva: porque têm dinheiro, essa gente acha que um bom colégio e um bom plano de saúde resolvem tudo. Colégio tá lá pra ensinar português, matemática, ciências... educação se aprende em casa. Aprender a dividir, a respeitar, a tolerar, a conviver... Isso é pai e mãe que ensina. A escola não faz milagre.
Além disso, temos os problemas de todos. Pais mal resolvidos que esquecem que têm um filho por perto. Gente que não se ajuda, ou gente que não se importa com os outros. Sabe, colocou filho no mundo, vai ter que aguentar, vai ter que passar por cima de diferenças, vai ter que pensar duas vezes pra sempre.
Eu ainda fui criada numa época em que as pessoas esperavam casamentos para a vida toda, mas isso passou. Antes um casal separado, bem resolvido e feliz do que juntos infernizando os filhos. Virou crime agora usar os filhos menores de idade contra o outro cônjuge. Adianta isso na lei? É mais uma lei para ser ignorada.
Então, prudência é necessária; pensar duas vezes também. Preservem as crianças. Não é à toa que elas são prioridade em ordem de salvamento. Elas são o futuro desse país. E, em prazo mais curto, das suas próprias famílias.
01 Agosto, 2009
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